O tapete de Sérgio

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Desde que chegou ao FC Porto, em 2017, Sérgio Conceição habituou-se a fazer mais com menos. Os títulos por ele conquistados ao serviço dos dragões – três Campeonatos, duas Taças de Portugal, três Supertaças e uma Taça da Liga, o que é extremamente positivo para quem ainda não terminou a sexta época – surgiram num período de indesmentível recessão e fruto de investimentos invariavelmente mais baixos do que os do principal rival, Benfica. O treinador teve a sensibilidade e a sabedoria de apostar em jogadores mais acessíveis, como Otávio, Marega ou Taremi, entre muitos outros, e criar um sistema de jogo maleável e adaptado a cada circunstância (3x4x3, 4x3x3, 4x4x2 clássico e losango), apresentando resultados notáveis. Cometeu erros, claro, sendo a transferência de David Carmo o mais visível para os intelectualmente menos honestos.

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