A crise anunciada
1 A crise no FC Porto era previsível mas os dragões pouco fizeram para minimizar, pelo menos em tempo útil, os danos que as aguardadas saídas de peças nucleares da equipa, como Felipe, Militão, Herrera e Brahimi, já prometiam. Aliás, a este quarteto de luxo há ainda a acrescentar mais três casos que depauperaram ainda mais um plantel outrora valiosíssimo. O infortúnio de Casillas, o fim desportivo de Maxi Pereira e a venda injustificada de Óliver Torres contribuíram também, em pleno defeso ou ainda antes do início oficial do mercado de transferências, para os problemas com que se debatem os dragões. Com tantas contrariedades, o FC Porto demorou muito a reagir e fê-lo de forma atabalhoada, como demonstra, por exemplo, o facto de a maior parte das contratações terem sido concretizadas já no mês de agosto, com tudo que isso implica em termos de planeamento. Mas o desempenho futebolístico dos azuis e brancos vai certamente melhorar, como já se viu frente ao V. Setúbal, Quando Uribe e Díaz estiverem adaptados e Danilo e Marega melhor físicamente, o FC Porto subirá de produção, o que não quer dizer (também não quer dizer o contrario, evidentemente) que chegue ao nível do principal rival, Benfica, cuja dinâmica parece inalterada, pese embora o subrendimento de De Tomás. A verdade é que os dragões, pese embora o acerto no recrutamento de Marchesín, têm hoje uma defesa que é uma lástima (Corona terá de ser mesmo lateral-direito!), um meio-campo com poucas soluções e até o ataque já conheceu melhores dias, devido ao ocaso de Soares e Aboubakar.
