A época que só agora começa

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1 O Sporting foi o rei das últimas horas do mercado, o que, desde já, não augura nada de bom. Enquanto o Benfica tratou das entradas e saídas a tempo e horas e o FC Porto até já pagou a fatura de alguns atrasos, os leões guardaram para o fim da principal janela de transferências as decisões mais importantes no que à constituição do plantel (e da própria política desportiva) diz respeito. É óbvio que os dirigentes dos leões não podiam controlar tudo e que transferências havia, como o caso da de Bruno Fernandes, que aguardavam pela hipotética chegada de uma última proposta. Mas foi flagrante que não existia um plano B e nem sequer uma ‘shortlist’ de alvos a atacar para cada lugar que ficasse vago, como acontece em todos os clubes com o mínimo de aspirações. Enquanto o pano caía, contratou-se em cima do joelho e com critério duvidoso. Dotou-se a equipa com mais três extremos (todos eles adaptáveis, dizem) que ninguém queria. Chegaram Jesé, mais conhecido pelos golos fora de campo, Bolasie, sem espaço nas reservas do Everton, e Fernando, fora das opções de um Shakhtar que também já conheceu melhores dias e outro fulgor financeiro para o recrutamento de jogadores. Para cúmulo, enquanto que, à falta de cão, se utilizava o gato como auxiliar de caça, o treinador era despedido no mesmo dia…. Sim, a 2 de setembro, o Sporting começou a época... Com um ano na presidência, Frederico Varandas teve mais do que tempo para tomar decisões importantes. Na época 2018/19, houve mérito dele e culpa de Bruno de Carvalho. Agora, e por este andar, só haverá culpa do atual presidente e já não do anterior.

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