A posição de Horta
André Horta não podia ter sido mais eloquente durante o evento que assinalou o aniversário do Caixa Futebol Campus. O ex-sadino elegeu Rui Costa e Pablo Aimar como ídolos, frisando tratar-se de jogadores que atuavam na sua posição. Mesmo sem o pretender, a verdade é que esta promessa do futebol português destacou dois históricos nº 10, função que está habilitado a desempenhar mas que raramente pôde ocupar ao serviço do Benfica.
E este é um problema para Rui Vitória resolver a curto-prazo. André Horta é um bom ‘8’ mas um ‘10’ ainda melhor, como ficou patente nos minutos finais do jogo de Tondela, onde sentenciou a partida com um golo fabuloso. Quem perde com este recuo contranatura no terreno é o jovem jogador mas também a equipa. Utilizando habitualmente apenas dois elementos no miolo, os encarnados precisam de maior robustez física, como é notório sempre que têm pela frente um adversário de qualidade e que aposta na superioridade numérica (três jogadores) nessa zona do relvado.
