A pressão de Peseiro

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Sem desculpas nem margem de erro. Para trás terá ficado certamente o pior FC Porto de que há memória, aquele que, por exemplo, cometeu a proeza de ser derrotado por duas equipas da 2.ª Liga, em apenas uma semana, sem que deixasse de utilizar nove elementos da equipa principal.

Hoje é o verdadeiro arranque do FC Porto de José Peseiro, que joga no Estoril a possibilidade de manter a candidatura ao título, fasquia que o novo treinador fez questão de assumir. E não lhe restava outra alternativa. Os dragões dispõem de um plantel com mais soluções do que os rivais , pelo que o investimento tem de começar a ser rendibilizado.

No meio de prós (qualidade do plantel) e contras (desvantagem pontual e chegada ao clube a meio da época), Peseiro tem um fator abonatório que lhe tira alguma pressão. Em caso de insucesso nestes primeiros quatro meses, o grande responsável será Pinto da Costa, que não despediu Lopetegui em tempo útil. Neste cenário, se nada de muito grave acontecer, Peseiro deverá ter ainda margem para liderar o FC Porto da próxima época.

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