A prova de que nada está ganho

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1 Foi verdadeiramente inacreditável a forma como o FC Porto esbanjou dois pontos em Vila do Conde. A ganharem, por 2-0, aos 85 minutos, os dragões consentiram o empate e colocaram em causa a conquista do título, permitindo, para já, ao Benfica jogar hoje em Braga muito menos pressionado. Apesar do indiscutível mérito do Rio Ave, a formação portista deu mostras de uma soberba que surpreendeu tudo e todos. Na segunda parte, os azuis e brancos desligaram completamente da partida, porventura na certeza de que o triunfo estava assegurado. Desligou a equipa e desligou o treinador. Um conivente relaxamentoinvadiu os azuis e brancos na etapa complementar e as entradas dos ‘figurantes’ Manafá e Bruno Costa, por Brahimi e Otávio, num encontro de tamanha responsabilidade, ajudam certamente a explicar o inusitado episódio. A sobrecarga do calendário já faz parte do passado, pelo que o cansaço deixou de constituir motivo de desculpa. É assim difícil encontrar outros argumentos, além dos supracitados, para explicar o que se passou em Vila do Conde. Sérgio Conceição, mais uma vez de cabeça quente, falou desta feita em bater com a porta no final da época (provavelmente para gáudio de Jorge Jesus). O técnico portista escolheu, todavia, um dos piores momentos para se revoltar contra a crítica, principalmente a interna. Na época em curso, Conceição terá falhado apenas em duas ocasiões. No confronto, em casa, frente ao Benfica, com um onze mal escolhido, e na partida de anteontem, em que alinhou no excesso de confiança coletivo, permitindo aos seus jogadores uma atitude muito raramente vista na história recente do FC Porto.

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