A Seleção e os seus equívocos
1. Foi uma desilusão a estreia de Portugal na fase de qualificação para o Euro’2020. A Seleção Nacional pode queixar-se de falta de acerto na hora da finalização e de não ter conseguido materializar em golos o caudal ofensivo revelado. Mas a verdade é que Fernando Santos também não foi particularmente feliz no onze que escolheu, nem, de um modo geral, nas substituições operadas. O misto 4x3x3-4x4x2 utilizado começou por não favorecer o coletivo em termos de profundidade. É óbvio que a Ucrânia não é uma equipa qualquer e aconselhavam-se algumas cautelas, mas a verdade é que a turma nacional esteve coxa do lado esquerdo, na tentativa de não desguarnecer o miolo do terreno. Moutinho não pode fazer o papel de falso extremo, como acontece com Pizzi ou João Mário, nem Raphäel Guerreiro ficar sozinho no corredor na fase de organização ofensiva, já que os movimentos de Ronaldo são hoje muito mais de ponta-de-lança do que extremo. O papel de William Carvalho, na fase final do jogo, acabou por ser também inconsequente. Percebe-se a utilização a ‘8’, dada a facilidade de fazer pressão alta. Mas, com os ucranianos barricados nas imediações da área, era necessário apostar na meia distância e não em quem se sente desconfortável nessa missão, como é o caso do jogador do Betis.
