A última hipótese de Varandas

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1O Sporting está a 7 pontos dos rivais no Campeonato e tem metade dos pontos do líder Famalicão. Começou mal a Liga Europa, tem a continuidade em risco na Taça da Liga, fruto da recente derrota caseira com o Rio Ave, e foi goleado pelo Benfica, por 5-0 (!), na Supertaça. E talvez ainda pior do que todo este cenário, a ultrapassar a fronteira do horrível, seja o facto de o plantel ter menor qualidade hoje do que aquela que conheceu no início da temporada, face às saídas de Raphinha e, principalmente, do seu homem-golo, Bas Dost, a preço de saldo. O presidente vai, em pouco mais de um ano, no seu quinto treinador. Despachou José Peseiro, que tanto elogiou na campanha eleitoral só porque era moda, não apostou em Tiago Fernandes, despediu Marcel Keizer, o técnico do ‘regime’, por um desaire averbado um mês antes, e lançou aos lobos um desprotegido Leonel Pontes, cujo estatuto ficou patente na hora de Luciano Vietto ter sido substituído no encontro com o Famalicão. O ‘milagre’ está agora nas mãos de Silas, treinador sem currículo nem carteira profissional que lhe permita figurar numa ficha de jogo. Ao técnico recém-despedido da Beleneses SAD pede-se-lhe agora o milagre de fazer desta equipa aquilo que ela não é, perdão, que deixou de ser nas últimas horas do mercado de transferências. Silas é, pelo menos, um treinador com coragem, ambicioso e, taticamente camaleónico, torna-se capaz de ludibriar muito adversário favorito no plano teórico. Mas ele será, sem dúvida, a última jogada de Frederico Varandas, que, recorde-se, ganhou as últimas eleições com mais votos mas menos votantes. Os adeptos do Sporting perderam a paciência. Têm sido erros a mais e organização a menos. Frederico Varandas está definitivamente nas mãos de Silas.

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