As confirmações no Benfica

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A vitória do Benfica, na noite de ontem, frente ao Sp. Braga para a Supertaça serviu para confirmar alguns dados que a pré-época fez emergir.

Podendo não dispor de um onze superior ao do ano passado, pois Gaitán e Renato Sanches são quase impossíveis de substituir, os encarnados têm agora um plantel com mais soluções. Samaris, o renovado Salvio e o forçosamente mais adaptado Jiménez foram as alternativas utilizadas por Rui Vitória, que ainda tinha no banco o reforço Carrillo e o mais amadurecido Gonçalo Guedes. E outros nomes de peso como Ederson, Jardel, Eliseu e Zivkovic, por exemplo, nem sequer seguiram viagem para Aveiro, ou por lesão ou por chegada tardia ao início dos trabalhos.

Sabendo, por outro lado, que Rui Vitória teima em não mexer numa equipa com produção satisfatória, teremos nos primeiros jogos da época o seguinte onze: Júlio César; Nélson Semedo, Luisão, Lindelöf e Grimaldo; Fejsa; Pizzi, André Hora e Cervi; Jonas e Mitroglou. Quer isto dizer que, se os dados se mantiverem, o Benfica va apresentar-se nas próximas jornadas com um dispositivo tático que faz lembrar, de certa forma, o de 2009/10, temporada em que Jorge Jesus conquistou o título na temporada de estreia da Luz.

É óbvio que as conceções dos dois treinadores são diferentes, mas a verdade é que no miolo haverá, tal como no tempo de Aimar, um médio-centro mais com características de '10' do que de '8', mantendo-se, tal como no ano passado, um ala direto com jogo interior, o que não sendo novidade, também nos transporta para a época em que Ramires esteve na Luz.   

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