As sete vidas do leão

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O Sporting de Jorge Jesus não tem primado pela nota artística. O futebol praticado pelos leões é muito menos atrativo em relação àquele que o treinador conseguiu, por exemplo, imprimir no Benfica 2009/10 ou, em períodos mais curtos, ao que foi produzido por outras equipas dos encarnados. Ao longo do tempo, o técnico, embora fiel a um sistema tático, reduziu o risco, tornando-se mais pragmático.

Não temos um Sporting espetacular, mas temos um Sporting extremamente eficaz e competente, capaz de resolver o jogo num golpe de asa ou de operar a reviravolta mais surpreendente, mediante uma (aparentemente) simples substituição ou troca de posicionamento de um jogador.

Uma equipa que tem habitualmente Naldo, Aquilani, Gelson, Matheus Pereira e Montero no banco e que está a reforçar-se bem no mercado de inverno pode apostar perfeitamente na Liga Europa em simultâneo com o campeonato nacional. A prioridade é óbvia, mas a hipótese de projetar de novo o Sporting no plano internacional não pode ser descartada.

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