Ganha o mais fresco
1 Benfica e FC Porto continuam em três frentes, mantendo um calendário sobrecarregado, pelo menos em abril, mês em que quase tudo se decidirá. A gestão física da equipa e a profundidade do plantel serão, assim, determinantes para que águias e dragões, pelo menos no plano interno, possam cumpir objetivos. O cansaço ou frescura física dos principais jogadores constituem naturais preocupações para Bruno Lage e Sérgio Conceição. E há realmente razões para que os dois técnicos se sintam, de alguma forma, angustiados. O Benfica, no mercado de inverno, pautou-se pela inércia. Apesar das promoções bem-sucedidas ao plantel principal, a verdade é que os encarnados, como ficou provado frente ao D. Zagreb, não podem abdicar de determinadas unidades. Grimaldo, Jonas e João Félix tiveram de ser chamados de emergência ao relvado para resolverem o problema. No FC Porto, dá-se um pouco o inverso. O plantel sempre foi menos curto do que o do rival e foram ainda concretizadas um pun hado de contratações, em janeiro, para conferir ainda mais soluções à equipa. Só que a chegada de Pepe serviu para pouco mais do que ofuscar Éder Militão e, de um modo geral, todos os recém-contratados pouco ou nada acrescentaram ao conjunto portista. O próprio Sérgio Conceição, recentemente, utilizou, frente ao Feirense, o mesmo onze que derrotou a Roma... após prolongamento. Enfim, temos um Benfica com dificuldades em gerir a escassez e um FC Porto sem conseguir tirar partido da abundância.
