Infelicidades do dérbi
Justificar a derrota do Sporting no dérbi com a entrada de Paulinho para o lugar de Morita, aos 85’, pode ser redutor. O Benfica teve mentalidade ganhadora e uma fé inabalável, pelo que terá sempre de se lhe creditar uma grande dose de mérito na vitória sobre o rival. Certo também é que esta substituição de ‘tração à frente’ coincidiu com o inesperado volte-face que o jogo conheceu. Os leões, mesmo com dez elementos, tinham a partida controlada e acabaram por sofrer o ‘massacre’ final. Esperado, mas, a partir de então, inconjurável. Confrontado com o tema, Rúben Amorim explicou a entrada do avançado para o lugar do médio com a necessidade de ganhar altura e agressividade nas bolas paradas, só que nem Paulinho foi utilizado no eixo da defesa, como Neto, um experimentado central, permaneceu no banco, tal como Bragança, a opção natural ao japonês.
