Mercado e bom senso

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Tudo indica que será o Benfica o grande animador do mercado de transferências em Portugal. O sucesso alcançado intramuros na época 2016/17 valorizou ativos, colocou-os na montra e fez despertar a cobiça de endinheirados clubes do futebol europeu. Pelo menos no período inicial do defeso, e no que diz respeito a entradas e saídas por valores substanciais, é de esperar que cheguem e, principalmente, partam do Estádio da Luz vários jogadores de renome.

Muitas das aspirações do Benfica na próxima época, onde tenta o inédito pentacampeonato, estão dependentes do qure acontecer nas semanas que se avizinham. De Ederson e Nélson Semedo, de Grimaldo a Pizzi, de Jonas e Jiménez, da Europa à Àsia, mercado não parece faltar, pelo que cabe aos dirigentes identificar quais os negócios que serão mesmo irrecusáveis.

Na época agora finda, o Benfica já teve dificuldades em mascarar as saídas de Gaitán e Renato Sanches. Sabendo que os jogadores a sair não podem ser substituídos por nenhum topo de gama, há que manter o mais possível a qualidade competitiva da equipa. Para não acontecer como no FC Porto. Depois de anos a fio a comprar bem e a vender melhor, o período de hegemonia acabou, as novas pérolas não chegaram à montra e entrou-se num ciclo vicioso de quatro anos a nada ganhar e a nada vender.   

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