Não foi só Alcochete
1 Vítor Oliveira, no final do Gil Vicente-Sporting, para o campeonato, fez, do alto do seu currículo e experiência, um diagnóstico ao momento dos leões. Não sabemos se a intenção era apenas a defesa de Silas ou, como assistimos, uma mera e justificável resposta a uma questão colocada na conferência de imprensa que serviu para escalpelizar mais um desaire leonino. O treinador resumiu tudo em sábias palavras, apontando o ataque à Academia de Alcochete como o momento em que o clube de Alvalade começou a definhar. "Não é a mudar de treinadores nem de presidentes que se resolve o problema", disse ainda, e bem, Vítor Oliveira. Há, n o entanto, um dado intermédio que convém reter. No início de época, a candidatura ao título não era uma utopia, muito por força da permanência de Bruno Fernandes e, como os próprios dirigentes o referiram, dos jogadores que os rivais tinham perdido. Foi, efetivamente, o último dia do mercado de transferências o momento para nova regressão. O Sporting enfranqueceu novamente o plantel, desta feita com as saídas deRaphinha e Bas Dost e a chegada de jogadores que teimam em pouco ou nada provar. A crise leonina explica-se também pelas más decisões do início de setembro.
