Não há favorito
1 Não, o Benfica não é favorito para o jogo desta noite, em que será atribuído o primeiro troféu da época desportiva 2019/20 (a Supertaça, ao contrário do que afirma muita gente com responsabilidades, não é a última prova da temporada 2018/19). É verdade que os encarnados estiveram inequivocamente melhor do que o Sporting nos encontros de preparação e mantêm muita da dinâmica que os levou com todo o mérito, mas também de forma surpreendente face ao colapso do FC Porto, ao título. Os leões dipõem, no entanto, de outros argumentos que equilibram a balança e que não passam apenas pela permanência de Bruno Fernandes no plantel durante as próximas horas. Em primeiro lugar, a questão do lateral-direiro parece melhor resolvida em Alvalade do que na Luz. Marcel Keizer utilizará sempre um jogador habituado à função e Thierry Correia já deu mostras de ser capaz de desempenhar tal missão. O Benfica, por seu turno, vai ter de adaptar Nuno Tavares, outro jovem inegavelmente promissor, mas mais talhado para o flanco esquerdo. Se ativermos ao respetivo desempenho nestes encontros de pré-época , facilmente damos conta da apetência ofensiva que falta de um lado e sobra de outro. O outro fator incontornável prende-se com o preenchimento da zona do miolo. Apesar do apoio de Pizzi aos médios-centro, não está absolutamente provado que o 4x4x2 de Bruno Lage, muitas vezes avassalador, seja o modelo ideal para defrontar equipas mais competitivas. Não será, aliás, por caso que tenha colocado a equpa a atuar em 4x3x3 com o Milan, talvez numa espécie de ensaio geral para a Liga dos Campeões. O Sporting, a jogar com Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes em zona nevrálgica do terreno, apresenta, sem dúvida, uma arma importante.
