O ausente Gabriel
1 Gabriel contraiu uma lesão grave e está criado um problema de difícil solução no meio-campo do Benfica. Bruno Lage tem hoje vários jogadores disponíveis para a posição ‘6’ (Fejsa, Samaris, que ele próprio recuperou, e o recém-promovido Florentino, cuja presença no plantel principal também se deve ao técnico), mas a crise é latente para as funções de ‘8’, até porque Pizzi é utilizado como uma espécie de extremo mentiroso, papel muito na moda nas equipas que atuam em 4x4x2. O brasileiro, tido como lento e, por vezes, complicativo, tornou-se, muito por mérito do treinador, uma pedra basilar no miolo do terreno. Ganhou intensidade e poder de choque, mantendo a apetência pelos passes de rutura. Sobram agora Gedson, Krovinovic e Taarabt e a verdade é que nenhum deles dá totais garantias. Gedson, apesar do seu valor inquestionável, não tem a criatividade para ser o elemento mais ofensivo dos médios-centro de uma equipa como a do Benfica. O croata, por seu turno, protagoniza um autêntico mistério. Falta-lhe, é certo, agressividade para o lugar no momento defensivo, sabendo-se que o 4x4x2 implica quase invariavelmente inferioridade numérica na zona central, mas sobra-lhe talento que é desaproveitado. E há ainda o marroquino, utilizado na equipa principal mais de três anos depois da sua chegada. Trata-se de uma fé de Bruno Lage ou a pura e simples obrigação de rendibilizar um jogador que tantos prejuízos deu às águias?
