O facto e a fantochada

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Com uma vitória em casa do rival direto, Portugal teria ficado com a qualificação para a fase final do Mundial’2022 praticamente resolvida. De forma quase inusitada, seria possível, se a lógica continuasse a imperar, assinalar prematuramente o apuramento e, desta feita, deixar a máquina de calcular, que costuma acompanhar a equipa das quinas nestas andanças, para outros compromissos. A Seleção marcou 3 golos na Sérvia, sofreu 2, mas não ganhou o jogo, porque a UEFA decidiu – perante a inércia da FIFA – não colocar à disposição os meios tecnológicos hoje em dia indispensáveis para evitar autênticos atentados à verdade desportiva. O VAR não pode decidir intensidades nem intencionalidades, pouco ajuda na interpretação e aplicação de critérios disciplinares, pois existe sempre um determinado grau de subjetividade, mas valida tudo o que é factual, seja um fora-de-jogo, seja uma bola que ultrapassa a linha de baliza.

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