O piloto automático e o pré-campeão
1- Com a vitória em Alvalade e a derrota caseira do FC Porto frente ao Sp. Braga, o Benfica viu estender-se a passadeira vermelha rumo à revalidação do título. Chamar aos encarnados pré-campeões da época 2019/20 é ainda prematuro, mas a verdade é que a equipa de Bruno Lage tem já uma vantagem confortável. Não é definitiva, mas é confortável. De qualquer forma, só poderemos falar em campeão prematuro se, a 8 de fevereiro, no Estádio do Dragão, o FC Porto não for capaz de derrotar o Benfica. Num cenário destes, 4 pontos de desvantagem (com supremacia no confronto direto, face ao triunfo, por 2-0, na Luz) dariam aos azuis e brancos uma margem mínima para sonharem com a recuperação. As águias ainda não podem ligar o piloto automático, é certo, mas, face à superioridade até aqui demonstrada sobre toda a concorrência, abre-se, de facto, a possibilidade de gerir o plantel com alguma tranquilidade e começar a pensar na Liga Europa não como uma prova extra mas como algo a que as águias podem efetivamente aspirar . Quando chegar o primeiro confronto com o Shakhtar Donetsk, por exemplo, Bruno Lage já saberá (ao contrário, talvez do FC Porto, que, está no ADN, demorará a atirar a toalha ao chão), se pode fazer descansar um ou outro jogador no campeonato e colocar mais fichas numa prova na qual o clube já discutiu duas finais num passado recente. Um possível êxito (ou pelo menos não inêxito) frente ao FC Porto pode revelar-se determinante para a tal recuperação do estatuto europeu do Benfica.
