Poder governar

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1 -- Poder governar

Quem presenciou o discurso de Frederico Varandas tanto no dia da vitória nas eleições, como na cerimónia de tomada de posse, percebeu, como se necessário fosse, que muito mudou no Sporting. Não houve insultos nem ninguém foi ‘mandado aquela parte’, só por defender outra cor clubística, como aconteceu em março de 2017. O novo presidente parece ter sentido de Estado. Veremos se também condições de governabilidade. João Benedito, mesmo contando com o maior número de votantes, só pode agora apoiá-lo e nunca funcionar como oposição.

2 -- A natureza belicista de Sérgio Conceição

Sérgio Conceição cedo se notabilizou pelo rigor e capacidade de luta que imprime às suas equipas, pela perspicácia com que monta um plantel e até pela sagacidade tática antes e durante os jogos. Mas, à semelhança do que acontecia nos tempos de jogador, sempre foi um temperamental, característica que lhe trouxe vários dissabores. Hoje em dia, é quase invariavelmente expulso quando a partida não está a correr-lhe de feição. A irascibilidade está na sua natureza e esta, se calhar, não vai mudar. Só que o FC Porto precisa muito mais dele no bando do que na bancada!

3 -- Os dados de uma Vuelta pouco interessante

Faltou emoção à Vuelta, pois o elenco não era de luxo, mas a competição espanhola trouxe-nos importantes dados para reflexão. Confirmando-se o triunfo de Simon Yates, teremos, em 2018, teremos três britânicos a ganhar as três grandes voltas. Froome (Giro) e Thomas (Tour) completam este trio de luxo. A Vuelta fez ainda emergir Enric Mas, que será um caso sério no ciclismo internacional, e carimbou mais um tremendo fracasso da Movistar. Valverde acabará a prova em 5.º e Quintana em 8.º. Inacreditável.

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