Rafa e o estado de graça

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1 A derrota do Benfica frente ao FC Porto, em que os encarnados foram subjugados, o desaire caseiro na Champions, cujas justificações não convenceram, e os primeiros 85 minutos em Moreira de Cónegos, onde as águias não tinham criado uma única ocasião do golo depois do 1-0, apesar da enésima oportunidade dada a Raul de Tomas, faziam prever o fim do estado de graça de Bruno Lage. Valeu-lhe, em primeira instância, o desempenho de Rafa – poupado frente ao RB Leipzig por só ter jogado meia hora na Lituânia –, que foi o único a criar situações de desequilíbrio no período em causa. E valeu-lhe, por outro lado, Seferovic, que, desta feita, não deixou queimar as batatas fritas e correspondeu a um cruzamento perfeito de Jota. Para não passar de bestial a besta num ápice, Lage tem de tirar pelo menos duas conclusões: Rafa só é para poupar por excesso de competição e não por falta dela e, pelo menos até Chiquinho e Vinícius estarem aptos, a frente de ataque é para ser formada por Jota e Seferovic. RDT está, definitivamente, a mais. Ele é concorrente do suíço e tem de ser alguém com o talento do jovem português a assegurar o jogo entrelinhas.

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