Rafa e um despertador
1 O Benfica obteve ontem a terceira goleada mentirosa de um passado recente e está a apenas quatro pontos do título. Tal como nos jogos com o Feirense e Sp. Braga, os encarnados entraram no jogo ansiosos, precipitados e desconcentrados. Só quando, após várias ameaças, o Portimonense inaugurou o marcador é que se alteraram posicionamentos e atitudes, partindo a equipa de Bruno Lage, tal como aconteceu nos dois outros confrontos pós-vitória no Dragão, para um triunfo indiscutível, mas por números exagerados. Desta feita, o treinador teve o óbvio mérito de fazer entrar Jonas (por Samaris) e colocar Pizzi no centro do relvado, o que deu outra dinâmica à equipa, mas foi Rafa, no momento de maior aflição, a resolver um problema nascido tanto da inspiração algarvia como da apatia benfiquista. O caminho para o 37.º título é cada vez mais curto, só que ainda não foi totalmente desbravado. Por vezes, o despertador, fruto de uma qualquer falta de energia, ou não toca ou fá-lo demasiado tarde. O Rio Ave, que o Benfica defronta no próximo domingo, está num bom momento. Que o digam FC Porto e Moreirense. Ou os encarnados começam a ‘jogar de início’ ou sujeitam-se a ficar ligados a um histórico golpe de teatro, talvez imerecido, é verdade, se considerarmos o trabalho de Bruno Lage e a fantástica recuperação operada.
