Sérgio Conceição Futebol Clube

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1. O inexplicável mau estado do relvado e o flagrante antijogo do Marítimo permitem compreender em parte a revolta de Sérgio Conceição no final do encontro da Madeira. Aliás, o tempo de descontos concedido pelo árbitro Jorge Sousa, na segunda parte, também é questionável, face às lesões ocorridas e à invariável demora dos comandados de Nuno Manta em retomar a partida. Menos compreensíveis – mas quase recorrentes – acabam por ser, no entanto, as atitudes do treinador portista no final do jogo. Deixou, numa primeira fase, o homólogo de mão estendida, como se ele não tivesse o direito de utilizar as armas de que dispunha, e protagonizou uma conferência de imprensa absolutamente lamentável. Sérgio Conceição esquece-se, por vezes, de que não está em representação dele próprio naquela tribuna patrocinada. A raiva tem de ser contida. Não era o Sérgio Conceição Futebol Clube que estava ali. Era a instituição Futebol Clube do Porto, merecedora de outro tipo de solenidade por quem a serve num necessariamente curto período da sua história centenária. O posterior ato de contrição, semienvergonhado, de pouco vale.

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