Um lugar para Cervi
Tal como se previa, logo que a constituição do plantel do Benfica 2016/17 ficou definida, é efetivamente nas alas que existe maior concorrência para a conquista de um lugar no onze. Ainda em pleno verão, houve dispensados (como Júnior Benítez), Gonçalo Guedes foi colocado no apoio ao ponta-de-lança -- também para colmatar a ausência de Jonas, então lesionado --, enquanto Pizzi, outrora dono de uma das vagas disponíveis, voltou para o miolo, desempenhando as funções de Renato Sanches na época anterior. Apesar destes atos de natureza tática ou mesmo de gestão, continuaram a existir muitas e boas opções para os lugares de extremo-direito e extremo-esquerdo na equipa da Luz, mesmo que a essa conjuntura favorável juntemos os períodos de afastamento de Salvio e Rafa e até as dificuldades de adaptação de Carrillo.
Já na fase final da temporada mantém-se o cenário de abundância. Para as duas posições disponíveis, há Salvio, Carrillo, Rafa, Cervi e Zivkovic. Podendo jogar apenas dois em simultâneo, Rui Vitória depara-se com uma equação complicada, até porque não pode ser injusto para nenhum dos pupilos e, na medida do possível, deve deixar todos eles satisfeitos.
E se atentarmos a um passado recente, é Cervi quem tem mais razões para se sentir injustiçado. Começou como titular, cumpriu a missão com distinção -- marcou mesmo golos em todas as competições --, mas foi perdendo progressivamente espaço. De todos os extremos, o argentino parece ser o que trabalha mais defensivamente e, com a bola nos pés, o mais agressivo nas situações de 1x1. Veremos se terá uma oportunidade agora em Dortmund.
