Uma saída sem glória
Nuno Espírito Santo abandona o FC Porto porque nada ganhou. E, diga-se o que se disser, foram só os maus resultados que ditaram a prematura saída dos dragões.
Houve muitos erros acumulados, mas três deles foram fundamentais para o fracasso portista pela quarta época consecutiva.
-- A forma como ostracizou Brahimi no princípio da temporada fez com que o FC Porto desse, logo de início, vantagem aos rivais. O individualismo do futebol do argelino não explica, por si só, o facto de raramente ter sido utilizado nesse período.
-- Queixando-se da falta de eficácia da equipa, Nuno Espírito Santo teve uma prenda no mercado de janeiro. Veio Soares, do V. Guimarães, que surpreendeu logo nos primeiros jogos, revelando uma veia goleadora inimaginável. Mas o treinador, numa série de equívocos táticos, raramente o conseguiu compatibilizar com André Silva e acabou por 'perder' o jovem ponta-de-lança português, enquanto vacilava entre dois modelos de jogo, o 4x4x2 e o 4x3x3.
-- Na parte final do campeonato o FC Porto teve várias hipóteses para assumir a liderança e falhou sempre. Festejar o empate na Luz, à espera que o Sporting lhe resolvesse o problema no dérbi, ditou, por outro lado, o divórcio com os adeptos.
