Valores nacionais
Três grandes lições podem ser retiradas da vitória portuguesa no Euro’2016. Os princípios não constituem qualquer novidade, é certo, mas, ou pela exposição excessiva de um outro protagonista, ou pela ânsia de se assistir a um espetáculo quase proibitivo nestas circunstâncias, nem sempre lhes é dado o devido valor.
Portugal provou, em primeiro lugar, que só um grande coletivo é capaz de conquistar uma competição deste nível. A Seleção é campeã da Europa porque conseguiu formar uma equipa tão forte que – e não há melhor exemplo – mesmo sem Cristiano Ronaldo derrotou a França, cujo favoritismo aumentara exponencialmente à passagem dos 25’, quando o craque foi forçado a abandonar o campo.
O título europeu também só foi possível pelo trabalho extraordinário do selecionador. Fernando Santos esteve irrepreensível em várias facetas. Formou um grupo coeso, ganhou a confiança cega dos jogadores e mostrou-se exímio em termos motivacionais e técnico-táticos, em que preferiu a objetividade ao romantismo. A vitória sobre França, na final, só se tornou possível pela leitura de jogo do técnico português.
Não menos importante foi, por outro lado, a condição física dos jogadores, bem visível nas partidas disputadas no prolongamento. Enfim, um coletivo solidário, um selecionador de várias valências e um staff técnico/médico competente construíram o campeão europeu.
