(Anti)Ética desportiva

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A defesa da ética desportiva não se resume a um qualquer ‘titulo’ atribuído, muitas vezes sem critério rigoroso, só porque a oratória é agradável. Os ditadores e populistas também têm o dom da oratória e, antes de serem desmascarados, convencem até os mais céticos. O desporto, mais concretamente o futebol português, não precisa de mais incendiários armados em puros lusitanos, não precisa de pessoas que usam todos os meios ao seu alcance para infestar a opinião pública com o ‘diz que disse’, só para não ter que assumir responsabilidades. Estamos todos de acordo que devemos eliminar qualquer comportamento criminoso no futebol português, mas o local correto para analisar e agir é na justiça, não na praça pública, divulgando hipotéticas provas, que não provam nada de nada, que estão em segredo de justiça numa qualquer investigação. A intenção é clara, não sendo punido na justiça, claramente já foi punido na praça pública. Este tipo de comportamento não defende em nada a Ética desportiva, só alimenta a imprensa e destrói tudo e todos como se fossem um tribunal. Há muitos ‘embaixadores’ sem ética no desporto português, uns têm o título atribuído, mas deviam abdicar quando os interesses pessoais ultrapassam os valores morais. Quanto à última jornada, as indicações do diretor técnico de arbitragem em querer menos intervenções do VAR, aumentou significativamente os erros claros e óbvios sem a devida punição.

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