Indefensável

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A 33.ª jornada do nosso campeonato em nada contribuiu para acalmar o ambiente que atualmente se vive no futebol português. O desempenho desastroso da equipa de arbitragem em Vila do Conde, no Rio Ave-Benfica, ficará na memória da sociedade desportiva e será lembrada nas discussões acesas durante longos anos. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol deverá tomar medidas excecionais para que desempenhos destes não se repitam no futebol profissional. Ostentar as insígnias da FIFA acarreta maior responsabilidade e a qualidade deveria ser o critério principal para as indicações aos quadros da UEFA. O trabalho árduo de credibilização que o Conselho de Arbitragem tem feito ao longo deste mandato foi colocado em xeque em apenas noventa minutos em Vila do Conde, onde o injustificável aconteceu perante uma ‘plateia nacional/internacional’ atenta ao fenómeno desportivo. Os erros cometidos, numa só jogada, espelham bem a falta de capacidade de alguns árbitros em aguentar a pressão e a responsabilidade de tomarem decisões importantes nos encontros que dirigem. O investimento feito pela Federação Portuguesa de Futebol ao implementar o vídeo-árbitro no nosso país acaba por perder importância quando desempenhos destes acontecem, ferindo de morte a verdade desportiva que todos nós apelamos. Não podemos colocar em causa a seriedade das pessoas quando estas situações acontecem, mas a capacidade e a qualidade para exercer as funções têm de ser reavaliadas. Não se pode apelar aos jovens para abraçarem a carreira de árbitro com exemplos destes no futebol profissional e sermos motivo de ‘chacota’ a nível internacional. Esperemos que na última jornada voltemos à velha máxima: para os melhores jogos, os melhores árbitros.

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