(Des)informações da UEFA

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Fui árbitro internacional e assisti a algumas formações da UEFA que mostravam um futebol e uma interpretação das leis diferentes da realidade do nosso país. A UEFA antecipa situações, enquanto as federações continuam a correr atrás do prejuízo, tentando reagir aos erros, umas vezes baseando-se nas recomendações, outras adaptando as recomendações à realidade interna. O futebol não pode viver nesta incerteza em que as decisões variam entre as recomendações internacionais e as interpretações individuais de cada árbitro, abrindo um fosso entre o topo e a base. A tão desejada uniformidade de critérios não se alcança deixando nos árbitros a responsabilidade de interpretarem individualmente as recomendações, sabendo de antemão que os não internacionais não têm o acesso direto às instâncias internacionais. As recomendações devem ser analisadas, interpretadas e divulgadas a todos em tempo útil, evitando ‘carimbos’ úteis na hora de justificar decisões absurdas. Não pode haver ‘carimbos’ num desporto em que todos alegam que não existem lances iguais. O carimbo que deve existir é a proteção do ‘espírito da lei e do jogo’ e questionar: "O que é que o futebol quereria/esperaria?". Esta questão, presente no livro das leis de jogo, define a principal importância na tomada de decisão, não abrindo espaço para egos individuais nem interesses estratégicos.

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