Tempo útil de jogo
O tempo útil de jogo é realmente um problema no futebol português, mas muitas vezes é um argumento utilizado por alguns treinadores, principalmente quando perdem. A responsabilidade do pouco tempo útil de jogo não é exclusiva dos árbitros, muito pelo contrário. Os principais responsáveis são os jogadores, muitas vezes vítimas das táticas dos seus treinadores à procura de conquistarem o ‘pontinho’. Na última jornada, no Estádio da Luz, assistimos a uma partida que devia ser um exemplo a seguir por todos os intervenientes. Dos 96 minutos de partida, mais de 60% foram efetivamente jogados, muito acima da média do nosso país. A gestão técnica do árbitro contribuiu para uma boa fluidez de jogo, assinalando 17 infrações, possivelmente um dos jogos com menos infrações assinaladas esta temporada. As equipas são muitas vezes acusadas de cometer infrações só com a intenção de ‘perder’ tempo, mas este não foi o caso, até porque seis das oito faltas assinaladas durante a primeira parte foram cometidas pela equipa da casa, enquanto sete das nove infrações da segunda metade foram cometidas pelos visitantes. As queixas que surgiram, na flash interview, são incoerentes com a realidade do jogo e demonstram que, custe o que custar, qualquer argumento é válido para justificar uma derrota.
