Desperdício
O futebol português é equiparado às ligas sul-americanas em muitos aspetos relacionados com o tempo útil de jogo e do tempo que se perde entre a marcação e a execução das infrações. Esta conclusão é preocupante e coloca em causa a qualidade do nosso futebol, divergindo com a qualidade dos jogadores portugueses, dos treinadores e até dos árbitros, face às principais ligas europeias. É curioso que, individualmente, muitos conseguem ter sucesso no estrangeiro, mas quando estamos dentro de portas, contribuem todos, sem exceção, para o pouco futebol jogado em Portugal. Estaríamos também equiparados às ligas sul-americanas no que respeita ao ambiente criado e vivido em torno do futebol, principalmente quando envolve os principais candidatos ao título. Os maus exemplos a que ultimamente temos assistido dentro de campo, incentivam, cada vez mais, à toxicidade que sempre existiu na mentalidade de ‘alguma’ sociedade desportiva. Cristiano Ronaldo, quando chegou a Inglaterra, em 2003, era assobiado pelos seus adeptos quando, ao mínimo contacto, se atirava para o relvado. Em Portugal, quase 20 anos depois, continuam a aplaudir-se simulações, perdas de tempo, falsas lesões e, mais grave, ainda contribuem com ‘festivais’ de tochas, petardos e violência. No final, o culpado é sempre o mesmo: o árbitro.
