Sem perdão

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O ambiente criado esta época em torno da arbitragem tem tido um impacto negativo nos desempenhos das equipas de arbitragem. O quadro de árbitros mudou nas últimas épocas, fruto do seu rejuvenescimento, e nem o quadro dos internacionais escapou a esse fenómeno. A gestão do Conselho de Arbitragem tornou-se mais difícil e criteriosa atendendo à falta de experiência bem patente nos desempenhos menos conseguidos. Muitos dos árbitros atuais não têm ainda a maturidade suficiente para lidar com a pressão exercida pelos clubes e não pode ser o corporativismo a ignorar esse facto. Os jogos dos principais candidatos ao título estão cada vez mais equilibrados mesmo com as equipas teoricamente mais fracas. Já não existem jogos ‘fáceis’ que permitiam aos árbitros mais jovens ganhar a experiência necessária para encarar qualquer jogo com o mínimo de garantia de qualidade. As últimas jornadas têm demonstrado uma intranquilidade incompatível com a importância de uma época, na qual só uma equipa tem acesso direto à Liga dos Campeões e a tudo o que isso acarreta. Nenhum árbitro que atinja o futebol profissional está em condições de dirigir qualquer jogo da mesma forma como acontece com os jogadores de qualquer equipa. O período de adaptação que os clubes permitem aos novos jogadores tem de ser compreendido também na arbitragem. Respeitem os erros dos árbitros da mesma forma que ‘perdoam’ os erros dos jovens jogadores. Todos são humanos independentemente da camisola que usam.

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