Jornada marcada por lances nas áreas que tiveram impacto direto nos resultados e na verdade desportiva. Os lances em que os jogadores utilizam os braços levantam sempre dúvidas a nível da intensidade e do impacto da ação nos adversários. O futebol é um desporto de contacto, sendo da responsabilidade da equipa de arbitragem a análise e posterior decisão sobre a legalidade dos mesmos. Hjulmand e Francisco Moura foram protagonistas nos seus jogos com situações, na minha opinião, claras e óbvias, mas que tiveram análises e decisões diferentes dos respetivos vídeo-árbitros. Em Alvalade, Hjulmand usa os braços para impedir a movimentação de Henrique Araújo para, posteriormente, empurrá-lo e projetá-lo para o relvado dentro da área. Penálti bem assinalado após boa intervenção do VAR. Em Faro, Francisco Moura usa os braços para impedir a movimentação de Yusupha e, no momento prévio a cabecear para golo, empurra o adversário pelas costas, impedindo-o de disputar a bola. Golo mal validado sem a devida intervenção do VAR. Decisões que tiveram impacto direto nos respetivos jogos, mas em que ficou bem claro a falta de critério das equipas de arbitragem. Na 2.ª Liga, Catarina Campos fez história sendo a primeira mulher a arbitrar um jogo profissional em Portugal. Demonstrou ter capacidades e qualidade para continuar a sua evolução num duelo marcado, pela negativa, por comportamentos inadmissíveis de alguns jogadores após o apito final. Parabéns, Catarina!