O silêncio dos culpados

A última jornada proporcionou alguns casos de arbitragem que motivaram algumas discussões. A subjetividade existente nas leis de jogo é muito útil para alimentar polémicas, basta um lance de interpretação para surgirem as diferentes opiniões que vão alimentar a guerra comunicacional dos clubes no sentido de pressionarem toda a estrutura da arbitragem para futuros jogos. A posição dos árbitros sempre foi desconfortável, são envolvidos em guerras de poder dentro da estrutura de arbitragem, são diariamente pressionados pelas poderosas máquinas de propaganda dos clubes e são constantemente acusados de serem parciais nas suas atuações. O conselho de arbitragem, que tanto prometeu, continua ‘invisível’ no conforto do gabinete e limita-se a fazer nomeações. A APAF, que sempre foi usada para ‘preparar’ o futuro presidente do Conselho de Arbitragem, perdeu utilidade no elevador do poder desde o momento que foi ‘substituída’ pela Direção Técnica de Arbitragem da FPF. A tão desejada “gestão independente” da arbitragem alimenta-se das críticas ao ponto de CA e APAF estarem em sintonia no silêncio, como se existissem ‘ordens superiores’, à espera que todos os agentes desportivos supliquem o aparecimento de um ‘Dom Sebastião’ da arbitragem e exijam as alterações necessárias na lei para implementar a nova gestão da mesma. O silêncio é a alma e a arma do negócio.

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