A fama do frame

O frame, inesperadamente, tornou-se a estrela do campeonato português. Nem sempre aparece, raramente é decisivo, mas tem a ambiguidade de, muitas vezes, ser o melhor avançado e, ao mesmo tempo, o guarda-redes perfeito. O frame não corre, não comete infrações, não sabe rematar, não sabe defender e não percebe de táticas, mas quando aparece decide a favor de alguém e sempre contra todos os outros. É odiado e amado, conforme os interesses de cada um e é utilizado como uma arma de defesa ou de ataque dependendo da circunstância e do jeitinho que possa dar. Não há fama que dure para sempre e estou convencido que os clubes vão entender que não é o frame que define os sprints dos atletas, pelo contrário, é a corrida do jogador que define a quantidade de frames. No golo anulado a Darwin, no último clássico, foi utilizada rigorosamente a mesma tecnologia que em todos os outros jogos desde o início da implementação do vídeo-árbitro. 

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