Almeida e Artur
Jornada com desempenhos diferentes nos jogos das principais equipas candidatas ao título. Nuno Almeida dirigiu o V. Guimarães-FC Porto na Cidade Berço e cometeu um erro que podia ter tido influência direta na atribuição dos pontos. Mangas agarrou o pulso de Pepe, impedindo o portista de se movimentar na área, ficando um penálti por assinalar. A equipa de arbitragem não funcionou, Nuno Almeida simplesmente encontrava-se de costas para a área quando a infração acontece, posição inadmissível para um simples estagiário e condenável para um árbitro com a experiência de Nuno Almeida. O assistente, apesar da infração ter sido mesmo à sua frente, estava focado em analisar os possíveis foras-de-jogo dos vários jogadores atacantes, situação aparentemente incompreensível aos olhos dos adeptos, mas natural para quem entende de arbitragem. O vídeo-árbitro abdicou de cumprir a sua função, entendeu não intervir numa situação factual e intencional (agarrar) e, apesar de ter todas as condições para impedir o erro, não o fez. Já no dérbi tivemos um Artur Soares Dias muito diferente do habitual. Aproveitou o seu estatuto e o respeito dos jogadores e optou por um critério técnico largo que beneficiou o espetáculo. Menos sorridente que o habitual, encarou o jogo com a seriedade que se exigia, respeitando os intervenientes de igual forma, mostrando-se concentrado nos momentos cruciais no jogo. O jogo foi difícil, correto e digno de um bom exemplo daquilo que devia ser o futebol português.
