Apito obsoleto
Foi uma jornada sem grandes polémicas nos jogos de FC Porto, Benfica e Sporting, com as equipas de arbitragem a realizarem trabalhos positivos. Destaco um erro grave no Farense-Rio Ave, duas equipas que não têm o objetivo do título mas que fazem parte de um campeonato no qual todas as equipas deviam ser tratadas de igual forma. O árbitro Manuel Oliveira cometeu um erro grave, logo aos 48 segundos, que teve influência direta no resultado e, consequentemente, desvirtuou a verdade desportiva. Estes erros são inadmissíveis após a entrada do VAR no futebol. Neste caso, Manuel Oliveira impediu a intervenção do VAR e anulou um golo punindo uma infração inexistente do avançado sobre o guarda-redes. O grande problema não foi a má interpretação feita pelo árbitro, mas sim o ‘timing’ da interrupção do jogo que inviabilizou a intervenção do VAR e a ‘obrigatória’ reversão do lance. O árbitro demonstrou incapacidade para esta nova realidade do futebol e mostrou não ter tido a capacidade de se adaptar à nova forma de aplicar a lei. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol não pode ter pessoas com estas características que, a cada nomeação, colocam em risco a verdade desportiva e destroem todo um planeamento elaborado pelos clubes. A meritocracia deve ser o principal fator em qualquer atividade e a arbitragem não pode ser exceção.
