Arbitragem ‘refém’

Adicione como fonte preferencial no Google

O futebol português está em evolução positiva na competitividade mas encontra um ‘travão’ na mentalidade social e desportiva dos agentes desportivos. Os fatores extrafutebol estão cada vez mais presentes e evoluem em sintonia com o aparecimento de outros clubes nos lugares cimeiros. Os clubes queixam-se da falta de capacidade de competir nas provas europeias mas, a nível interno, tudo fazem para ‘matar’ os clubes que emergem do ‘sufoco’ desportivo que os chamados grandes provocam. A arbitragem é uma vítima colateral dessas ‘guerras’ e a sua fragilidade é utilizada como arma de ataque entre os clubes, principalmente quando não alcançam os objetivos exigidos. A arbitragem não está imune à crítica e tem a sua quota-parte de responsabilidade no estado do nosso futebol. A reiterada crítica dos clubes, em redor do sector, abre espaço a um escrutínio social constante, transformando os erros normais dos árbitros na justificação para os seus insucessos. Libertem a arbitragem do ciclo vicioso das instâncias desportivas, onde o foco principal são os clubes, e permitam que tenha a liberdade e independência que o sector exige. Um ‘juiz’ não depende da vontade dos ‘réus’ para decidir um caso. A arbitragem não pode depender dos clubes para ‘existir’. Está na hora de deixar o comodismo e lutar pelo sector.

Deixe o seu comentário

Pub

Publicidade