Arbitragens competentes

O campeonato aproxima-se do seu final aumentando a importância de cada jogo na busca dos pontos necessários para alcançar os objetivos. O objetivo dos clubes é vencer, o objetivo dos árbitros é defender a verdade desportiva. A última jornada demonstrou que existe competência no seio da arbitragem, jogos importantes e decisivos tiveram arbitragens que, com a sua competência, esvaziaram as habituais ‘cartilhas’ dos clubes e obrigaram-nos a falar dos próprios erros. Em Braga, Miguel Nogueira assumiu toda a responsabilidade e ‘dispensou’ o vídeo-árbitro de intervir nas decisões que tiveram mais impacto no jogo e no resultado final. No clássico, João Pinheiro não teve facilidades, consequência do critério largo que adotou. Privilegiou a fluidez do jogo proporcionado aos jogadores disputas no limite num jogo intenso e bem disputado. Não ficou isento de erros, normais em qualquer jogo, mas teve o mérito de manter o controlo tomando as melhores decisões nos lances mais difíceis. A introdução do VAR trouxe algum ‘conforto’ aos árbitros na tomada de decisão, mas, infelizmente, criou também uma excessiva dependência nos árbitros com menos experiência. Miguel Nogueira e João Pinheiro assumiram toda a responsabilidade nas decisões sem necessitarem da intervenção do VAR. Um bom exemplo a seguir por alguns árbitros que deixam para o VAR as decisões mais importantes.

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