Avanços e recuos
O International Board (IFAB) recuou na alteração à lei que tinha implementado em relação às infrações com mãos/braços dos jogadores atacantes. Este tipo de comportamento em nada contribui para a credibilidade da arbitragem e demonstra que algumas alterações são baseadas em interesses externos à própria arbitragem. A regra, ainda em vigor, foi pensada de forma a tornar-se mais objetiva e a eliminar a interpretação individual na tomada de decisão, tornando-a mais justa e factual. A nova alteração volta a retirar objetividade à lei e abre espaço novamente para a interpretação individual, aumentando, com isso, a possibilidade de existirem mais erros na tomada de decisão. As alterações às leis de jogo devem ser feitas depois de um estudo profundo do impacto que terá no jogo e não de forma irresponsável, que obrigue posteriormente a uma nova alteração para evitar injustiças. É tempo de o IFAB eliminar a ‘barreira’ ideológica e abrir a todos os agentes desportivos a possibilidade de terem uma participação ativa na evolução do futebol e das leis de jogo. O futebol não pode ser gerido dentro de uma ‘bolha’, na qual as opiniões de algumas individualidades se tornam leis, sem o escrutínio exigível num desporto que movimenta milhões de pessoas em todo o Mundo.
