Boicote aos delírios
Jornada com críticas infundadas em relação à arbitragem, demonstrando que o importante é ganhar, independentemente da verdade desportiva. A grande polémica aconteceu no lance mais claro e inequívoco da jornada, no qual a equipa de arbitragem cumpriu o protocolo, reverteu a decisão e salvaguardou a verdade desportiva. Em Vila Nova de Famalicão, assistimos a um jogo atípico no qual os principais erros, com influência direta no resultado, foram cometidos por aqueles que deveriam ser os principais protagonistas do futebol. Adán falhou uma interceção e sofreu um golo, Nuno Santos falhou um penálti e Pote foi expulso por acumulação de amarelos devido a uma simulação e, posteriormente, por protestos. O jogador reconheceu o impacto negativo das suas atitudes e desculpou-se, no mesmo momento em que o seu líder máximo proferia declarações desprovidas de qualquer sentido. Será que os jogadores que falharam vão ser ‘boicotados’? Será que Vítor Ferreira e Rui Oliveira, árbitros que validaram um golo ilegal, são os ‘preferidos’ para o resto da época? Coerência e bom senso são exigidos aos árbitros, mas está na altura de os dirigentes darem o exemplo. Quando ganham, beneficiando de erros de arbitragem, os clubes entram em modo silêncio; quando não ganham ‘deliram’ com perseguições que ofuscam o discernimento.
