Braços abusivos

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Na jornada passada da Liga Betclic assistimos a um fenómeno muito habitual no futebol português: a utilização excessiva dos braços por parte dos jogadores e tudo o que isso acarreta. Os contactos são permitidos no futebol, até mesmo quando utilizam os braços, mas o risco aumenta substancialmente quando a exceção passa a regra. Os jogadores 'abusam' do bom senso dos árbitros e aproveitam para contornar as regras utilizando estratégias enganadoras que dificultam o trabalho dos árbitros. É um risco a tendência de normalização dos contactos com o braço/mão na cara dos jogadores, quando já se discute na praça pública se devemos punir, ou não, essas situações corremos o risco do agravamento desse tipo de comportamentos. Um jogador que abre um braço na direção da cabeça/cara do adversário tem de ser punido. Esta é a regra, mas há exceções, quando o contacto é claramente involuntário e inevitável, quando não existe responsabilidade individual e cujo contacto seja fruto da movimentação normal dos jogadores. O protocolo do vídeo-árbitro devia evoluir no sentido de punir os jogadores que simulam contactos inexistentes na cabeça/face para 'obrigar' o árbitro a errar, principalmente quando o objetivo é visar um adversário que já tem um amarelo. É incompreensível ter todas as ferramentas disponíveis para intervir nesse tipo de situações e estar impedido de o fazer devido ao protocolo inflexível do vídeo-árbitro. Haja coragem para agir em conformidade com a lei.

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