Calma aparente
A última jornada do campeonato ficou marcada pela fuga de informação sobre as nomeações dos árbitros do futebol profissional, situação que motivou mais uma polémica no futebol português. Os árbitros, apesar do sucedido, foram os únicos que mostraram não se sentirem afetados pelo facto de os seus nomes terem sido divulgados. Desta forma, cumpriram com sucesso as suas funções. Nos jogos decisivos, tivemos arbitragens competentes, com os árbitros a demonstrarem tranquilidade nesta reta final da Liga. Em todos os campeonatos, equilibrados ou não, as últimas jornadas estão sempre recheadas de polémica, numa tentativa de pressionar toda a estrutura de arbitragem. Felizmente, os árbitros sempre se mantiveram afastados da polémica, apesar dos erros normais que cometiam em campo. Nesta 30.ª jornada, um golo anulado ao Marítimo levantou algumas questões sobre as Leis de Jogo, que importam esclarecer. A lei é clara quando define uma zona de proteção aos guarda-redes chamada área de baliza (vulgarmente conhecida como pequena área). Nessa área, o guarda-redes não pode ser impedido, estorvado, obstruído e até mesmo tocado quando vai disputar a bola. No jogo do Estádio da Luz, Grolli colocou-se à frente de Vlachodimos dentro da área de baliza, situação que, por si só, é uma infração e impede o guardião de disputar a bola, fazendo uma clara obstrução. Esta situação, a acontecer fora da área de baliza, não era considerada infração. Seria analisada como uma disputa de bola normal entre adversários. Por outro lado, se a situação acontecesse dentro da área de baliza, mas com dois defesas, sem o guarda-redes estar envolvido, o golo já seria legal. Neste caso, a equipa de arbitragem decidiu bem em invalidar o golo, ao punir a infração do jogador do Marítimo.
