Ciclo vicioso na arbitragem

A arbitragem vive dias de mudança na sua organização, com promessas de alterações significativas na sua gestão. O futebol profissional não pode conviver com uma arbitragem em que a sua estrutura não é totalmente profissional, mesmo após o grande investimento feito nos últimos anos. A uniformidade dos critérios e a criação descuidada do quadro dos vídeo-árbitros não depende do dinheiro, mas sim da competência e coragem de quem lidera os seus destinos. O círculo vicioso na gestão da arbitragem, em que a APAF tem servido de rampa de lançamento para cozinhar os líderes do setor, é um mau presságio para quem quer mudanças significativas. Nos últimos mandatos, temos visto líderes a serem eleitos não pelo seu passado, mas por critérios desconhecidos para a maioria. Não tenho qualquer dúvida que a direção recém-eleita para a Federação Portuguesa de Futebol irá investir tudo nos primeiros anos, mais concretamente até 2027. A FPF, à imagem da APAF, poderá servir de rampa para voos mais altos e, para que isso aconteça, é necessário ir enriquecendo o currículo entre portas. À margem destas jogadas de bastidores continuam os árbitros a serem os mais visados, sem qualquer tipo de proteção, mas em silêncio para não colocarem em risco as suas carreiras. Algumas figuras continuam em destaque, mas na organização do setor e nos desempenhos em campo tudo parece manter-se igual.

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