Clássicos tóxicos

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Os clássicos entre FC Porto e Sporting tornaram-se tóxicos para o futebol português e não há árbitro que escape ileso às armadilhas intencionalmente montadas pelos 'artistas' que teimam em vitimizar-se como se fossem todos inocentes. O papel do árbitro não é defender o espetáculo nem o futebol, isso compete aos verdadeiros ‘protagonistas’, o árbitro tem de zelar pela aplicação das leis de jogo, custe o que custar, para os fracos ou para os fortes, para quem grita mais ou grita menos, o objetivo é sempre defender a verdade desportiva. Não podem permitir que jogadores mandem no jogo, que agressores e simuladores permaneçam impunes nem que sejam perseguidos por jogadores a protestar com o dedo em riste a um palmo da vossa cara sem qualquer punição. Não contribuam para serem substituídos por árbitros estrangeiros e comecem a agir sem olhar a cores, à classificação ou aos nomes, simplesmente cumpram a lei, mesmo que um clássico termine com ambas as equipas com 7 jogadores e sem técnicos nos bancos. Não podem ter o bom senso que todos apregoam quando são os jogadores e técnicos os principais responsáveis pela forma que o jogo se desenrola. Em que país vivemos quando no desporto um agressor é aplaudido nos nossos estádios? Será que não temos o futebol que merecemos? Sem dúvida que sim.

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