Compensação q.b.
O IFAB recomendou aos árbitros algumas ferramentas para aumentar o tempo útil de jogo. Recomendações não são obrigações, cabe aos árbitros, através do seu poder discricionário que a lei lhes dá, gerir a melhor forma para combater perdas de tempo. A única alteração à lei foi incluir, nos fatores de análise para atribuir o tempo de compensação, a comemoração dos golos, ou seja, antes estava presente como exemplo na alínea "qualquer outra causa" e agora passou a ter uma alínea própria. O nosso campeonato sempre foi um mau exemplo no tempo útil jogado e, com estas novas recomendações, os árbitros tentaram minimizar o problema aumentando significativamente a compensação. Felizmente só durou 4 jornadas. Os clubes adaptaram-se rapidamente à nova realidade e criaram uma espécie de tática onde valia tudo para resolver os jogos a seu favor aproveitando os "prolongamentos", adequados ao nosso futebol, mas desadequados à nossa cultura desportiva. Simulem menos, atirem-se menos ao relvado, discutam menos, comportem-se nas áreas técnicas, eduquem os apanha-bolas para terem o mesmo comportamento independentemente do resultado, etc... Tudo isto depende dos clubes, não dos árbitros. Um juiz não é o culpado dos atos de um criminoso. Termino com uma curiosidade, alguém sabe onde anda o 1º classificado da época passada? Só espero que não se estreie na Liga no clássico que se aproxima, seria falta de consideração por todos os seus colegas que não se esconderam no início da época.
