Depender do vídeo-árbitro
As arbitragens das últimas jornadas têm sido ‘salvas’ pela tecnologia do vídeo-árbitro com reversões importantes e decisivas para o resultado final. Nesta fase final da temporada é expectável que o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol recorra aos árbitros internacionais para os jogos mais importantes mas, precisamente nesses jogos, temos assistido a erros graves cometidos em campo. Artur Soares Dias assinalou dois pontapés de penáltis bem revertidos pelo VAR, Tiago Martins não assinalou um pontapé de penálti e não puniu uma falta grosseira com o cartão vermelho, decisões bem revertidas pelo vídeo-árbitro. Esta dependência excessiva da tecnologia evidencia as fragilidades do quadro de árbitros atual, no qual se destacam, pela negativa, os árbitros internacionais. Caso não existisse VAR, estaríamos perante um campeonato sem verdade desportiva. Não se pode ignorar os erros graves cometidos por árbitros internacionais, simplesmente porque as decisões foram revertidas pelo vídeo-árbitro. Os árbitros não podem abdicar das suas responsabilidades de decisão, ‘obrigando’ o VAR a assumir decisões que, em campo, não tiveram coragem para tomar. O caminho é reduzir a intervenção do VAR, aumentando a qualidade das arbitragens, e não o inverso como temos vindo a assistir.
