Dérbi amarelado

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O dérbi a que assistimos esta jornada foi rico em questões disciplinares, fruto da impetuosidade em algumas disputas de bola aliada ao critério apertado de Artur Soares Dias. Logo no minuto inicial uma entrada de Feddal sobre João Mário definiu, bem ou mal, o critério disciplinar adotado pelo árbitro, que culminou na exibição de sete amarelos só na 1.ª parte do jogo. A UEFA sempre considerou que um árbitro (internacional) que recorra demasiado aos cartões para controlar um jogo é sinal que perdeu a capacidade de impor a sua autoridade. O nosso campeonato, infelizmente, é muito produtivo nas questões disciplinares, existindo algum exagero dos jogadores em se "vitimizarem" em infrações normais, aproveitando também a facilidade dos árbitros em recorrer aos cartões. A esta junção, jogadores e árbitros, podemos acrescentar os comentadores, especialistas e a opinião pública que, no final de tudo, representam o ciclo vicioso de que o futebol português padece. A realidade é que tanto os jogadores como os árbitros, quando estão em competições fora do país, atuam de forma diferente, o mesmo acontecendo com todos nós ao vermos jogos de outros campeonatos. Aí adotamos todos, sem exceção, uma postura mais positiva que tanta falta faz a nível interno. Todos somos importantes para a mudança, haja vontade...

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