Disciplina aVARiada
Em jornada de clássico, assistimos a alguns jogos nos quais as equipas de arbitragem não estiveram no seu melhor plano. O nível competitivo exibido esta época resulta num equilíbrio, pouco habitual, no topo da classificação. Esta ‘nova’ realidade abre espaço a que outras equipas tenham a oportunidade de ‘lutar’ pelos lugares cimeiros, aumentando com isso a qualidade da nossa competição. O Conselho de Arbitragem está atento e tem acompanhado essa evolução com nomeações criteriosas dentro de um quadro de árbitros extremamente limitado. As nomeações ‘previsíveis’ deram lugar a uma gestão mais alargada, abrindo novas oportunidades aos árbitros menos conceituados. Na Luz, tivemos um árbitro que fez a sua estreia em clássicos. Um jogo intenso, em que os jogadores não facilitaram o trabalho da equipa de arbitragem, principalmente a nível disciplinar. A inexperiência neste tipo de jogos promove uma tendência natural para exagerar nas questões disciplinares na tentativa de manter o jogo sempre controlado. Este jogo não foi exceção. Uma expulsão exagerada e sem fundamento nas leis de jogo marcou negativamente a arbitragem do clássico. Em Portimão, tivemos um jogo que, apesar do resultado, não trouxe grandes dificuldades para a equipa de arbitragem e contou com a colaboração dos jogadores. Esta jornada fica manchada por um erro incompreensível e injustificável que aconteceu em Braga. Um penálti claro e inequívoco não assinalado faz-nos questionar se existia realmente alguém no VAR?!! Este tipo de erros descredibiliza o próprio sistema e em nada abona as escolhas feitas para o quadro de especialistas do VAR... Foi competência ou falta de opções? Fica a questão!
