É deliberado q.b.
As leis de jogo evoluíram ao longo do tempo, mas continuam com a subjetividade suficiente para alimentar polémicas que tanto agradam aos intervenientes, comentadores e até (alguns) especialistas. A existência na lei da palavra "deliberadamente", permite entrar numa área de "juízos de valor" baseada numa opinião pessoal que é isolada, parcial e não objetiva. No dérbi da última jornada, assistimos a uma situação de possível conduta violenta, e/ou de um possível contacto involuntário, ou seja, cartão vermelho ou sem punição disciplinar. Nuno Santos toca com a lateral da bota na cabeça de Gilberto de forma deliberada (vermelho), ou fruto do movimento normal de retirar a perna sendo o contacto involuntário (sem punição)? Em Guimarães, Fábio Vieira ao saltar toca com ambos os pés na cabeça do adversário que, naquele momento, estava no relvado numa posição fragilizada. Neste caso e, perante algumas opiniões (incluindo a minha), já não existiu o ato ‘deliberado’ e ‘selvagem’ que muitos atribuíram ao lance do dérbi, ou até o argumento utilizado que "sempre que exista um contacto da bota com a cabeça não há margem para dúvidas quanto à conduta violenta!!!" Afinal o ’q.b.’ de deliberado depende de quê? Das equipas? De quem é o árbitro? Do ‘mau feitio’ do jogador? Nestes casos dúbios, deve prevalecer sempre a decisão tomada em campo.
