Egos (des)calibrados

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O impensável aconteceu em Moreira de Cónegos quando um golo totalmente legal foi anulado pelo VAR. A equipa de arbitragem toma a decisão correta em campo, ao validar o golo de Ricardo Horta e é ‘surpreendida’ pela reversão da decisão, punindo um fora-de-jogo inexistente. O vídeo-árbitro é uma ferramenta que não toma decisões autonomamente e depende sempre da intervenção humana para analisar e decidir. O erro grave acontece porque o aspeto humano foi totalmente ignorado e substituído pela ‘certeza cega’ de uma ferramenta que existe para auxiliar na tomada de decisão. A deficiente calibração das linhas, assumida pelo Conselho de Arbitragem, não pode justificar o erro cometido pelo VAR/AVAR, quando nas imagens, a ‘olho nu’, era percetível que não existia qualquer infração, e mesmo assim, optaram por reverter uma decisão correta tomada em campo. No dérbi, tivemos um árbitro que, apesar da sua experiência, agiu como um ‘estagiário’ a nível disciplinar. Foi implacável punindo disciplinarmente os desabafos/protestos contra o ‘ego’ da sua equipa mas, nas infrações perigosas que justificavam vermelho por acumulação, foi demasiado permissivo. As prioridades estão trocadas quando a proteção do ‘ego’ é mais importante do que as infrações que colocam em perigo a integridade física dos atletas.

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